Fake News? Proposta popular que criminaliza profissão de Coach entra na pauta do Senado

À primeira vista pensei ser só uma fake news


Depois pensei:

- Eu não sou Coach. Sou Terapeuta de Carreira, nada tenho a ver com este tema.


Depois me lembrei que venho escutando algumas personalidades falarem do Coach com desprezo. Rolou na rede o gráfico abaixo, copiado por mim de alguma postagem, que é quase engraçado. Na verdade, da primeira vez achei uma piada, de mal gosto, mas uma piada.


Assim também comecei a escutar sobre o RH de forma profana, como por  exemplo, em várias palestras, o Karnal falando da profissão e deixando as palavras mostrarem que ele não tem qualquer experiência com RH. Até hj ele fala da diferença entre RH e DP, como se fosse nova a questão. Como se ele tivesse descoberto. Isto se deu, no Brasil, nos anos 80/90. #SeatualizaKarnal. Ele tá precisando de uma terapia de carreira! Ora bolas!


E o Murilo Gun, que a princípio achei genial, se expos falando do RH também, também sem conhecimento básico.


Cansativo ele.


Daí um amigo me cutucou: - vai ficar fora da discussão?


Sou de um tempo onde era obrigatório ter a profissão da Psicologia para ser um RH. Testes eram feitos com candidatos a vagas de emprego, laudos confidenciais eram escritos a mão. Como se fosse hoje, lembro de uma pessoa da minha equipe dizer a um líder da empresa: - Fulano não foi aprovado e eu não posso te dar as respostas porque é sigilo da profissão.


Havia sido contratada recentemente, com 40 psicólogas/psicólogos respondendo para mim. Eles eram máquinas de aplicar testes como os palográficos, teste dos borrões/projeção do Rorschach, além daqueles de aptidões, como datilografia, estenografia, enfim, ficava à mercê de cada profissional fazer a interpretação dos testes de personalidade e aprovar ou não o candidato.


Na faculdade, na aula de aprendizagem dos testes, um aluno aplicava no outro e assim eram feitas as análises. O meu resultado foi: -Imbecil, QI abaixo da média. Limítrofe.


Nunca mais acreditei neles.


Assim, aos poucos, estes testes dos Psicólogos foram sendo cada vez menos utilizados e a abertura para outras profissões no RH marcou uma época de muita aprendizagem para nós, das áreas, e nossos clientes internos. Sempre inovei. Tinham entrado no mercado de RH, os Sociólogos, Engenheiros, Advogados. O princípio era: - se vc é apaixonado por pessoas, gosta da área, é persona confiável, yes, você está dentro. A área de RH urgia de novos conhecimentos, inteligências.


E depois nasceu a área de desenvolvimento de pessoas, treinamento. Era o desejo, era mais nobre.


Era o auge para o RH nas grandes empresas, no Brasil.


Como era “imbecil”, nunca mais usei os testes e esbravejei contra eles. Tudo que aprendia era para dizer o quanto não eram bons. Por exemplo, o tal do palográfico, para ser real, deve ter condições básicas como: - a pessoa a ser testada deve estar bem alimentada, o ambiente deve ser intimista.... E, claro, nada disto era respeitado. O pequeno poder do RH e dos Psicólogos foi-se indo com o tempo, mas ainda tem raízes no nosso solo.


Fui aprender sócio-psicodrama, a arte da entrevista com jornalistas, muitas dinâmicas de grupo, análise em grupo, terapia em casa. Bauman me inspirou muito nos anos 90. Ele era o melhor em harmonia, certezas macias, reflexões very very deep.


Hoje contamos com mais de uma centena de testes com resultados imediatos. Continuo não gostando deles.


Sempre penso que se parecem com a astrologia que dá a cada signo um significado, uma skill, uma personalidade, um estígma. Prefiro não saber a minha conjunção... vai que tá ruim

hein?


Tudo isto para falar do assunto que está no ar. 


A profissão de Coach.


A profissão de Coach. Não é a minha, porque sou Terapeuta de Carreira, Psicóloga, estudos de psicanálise, Dialogue, Harvad, MIT, e 30 anos de experiência frente a grandes empresas do mercado, sempre na área de humanas, janelas abertas para o acompanhamento do desenvolvimento pessoal e profissional de muitos colaboradores, de corações cheios de expectativas, da necessidade de poder, da satisfação pessoal, à necessidade básica de dinheiro.


Há 12 anos comprei o primeiro domínio referente a terapia de carreira. Não tinha iguais naquele tempo. Preciso me atualizar sobre este cenário, inclusive.


Descobri, embasbacada,  o Coaching como formação de faculdade, quando vivi em Boston, e fui Coachee de uma amiga americana, formando-se nesta nova profissão, on line. Estou falando de 2009/2010/2011. Era tudo novo.


A terapia de carreira nasceu da minha necessidade pessoal de ter uma cura relacionada a uma dor na minha carreira. Análise, grupos de estudo, ajudavam, mas não curavam. A filosofia me apresentou um mundo com mais opções de reflexão. Lidam menos com o poder e mais com o conhecimento, no meu ponto de vista.


Na grande depressão que passamos nos anos 2008, 2009, as pessoas pediam para que as orientassem em como buscar trabalho, e eu trazia comigo a visão, que dividi com o Grupo Newcomm por alguns anos, de é possível ser feliz e ganhar o dinheiro necessário.


Não queria ser Coach. 


Não conhecia muito mas queria fazer do meu jeito, atravessando, como Kafka sugeriu, como sendo mais forte do que tocar.


Era avessa a ter uma metodologia, a princípio, engessada e menos empática.


Com Jung, Freud, Lacan, meus amigos da vida como a Monica Moraes, Goethe, Cazuza, meu filho e seus irmãos, Cartola, Lars von Trier, o Lelo que fez a minha nova marca, Agnès Varda, amigos médicos, meditadores, fiz a coluna dorsal de uma metodologia que passa por quase todas arestas abertas, as dores no trabalho. E prototipei muitas vezes. Os encontros de cada tema tomaram dimensões de reflexão grandes. E protótipo até hoje, quando digo que no último encontro, é um presente que o cliente me dá. Me diz como ser melhor com meu próximo cliente”.


No trabalho do dia-a-dia, projetamos nossa vida pessoal.


Desenhei. Fiz. Pedi feedback, continuei fazendo, aprendendo a melhorar, e sendo plenamente uma pensadora/felizarda/sofredora junto. Há doze anos eu tenho dedicado algumas horas do meu dia na profissão de Terapeuta de Carreira, com clientes exuberantes nas suas verdades, na suas vontades, capacidades.


Ufa!


Amo as histórias dos meus clientes, suas fortalezas, o lugar da fonte das suas atitudes e dos sentimentos no ambiente de trabalho.


“E a minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais... Esta frase para mim, hoje, seria: - Minha experiência mostra que sempre fazemos, de alguma forma, como nossos pais. 


Mas, voltando ao tema Coach.


Busquei certificações.... sempre achei burocrático.


Busquei informações e sempre conclui que tem algum gesso, alguns véus, as “Brumas de

Avalon” entre a minha terapia de carreira e o um processo pronto, de aprendizagem básica.

Coach eu não sei ao certo. Não fui aluna. Fiz Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Uma vez eu fiz uma pesquisa mais séria sobre ter a certificação para abrir mais portas de trabalho, uma vez que a empresa atual de formação de Coaches é uma das empresas mais bem sucedidas, cresce a olho nú, outdoor na mídia nos aeroportos. Um amigo fez cópia das duas apostilas que recebeu quando quis ser Coach. Continuei fora.


Acredito que as empresas de formação de Coaches geram riquezas para todos, no negócio de educação.


Acredito que a maioria faz Educação emocional. E alguns, jovens sem muitas histórias internas, são Coaches um pouco preocupados, um pouco angustiados. Quero trabalhar com estas pessoas. Como podem ser melhores Coaches. "Lets reason together"- Dialogue


Ouvi falar que não é necessário uma formação básica, bla bla bla... Penso sim que Coach somos cada um de nós nas nossas atitudes diárias.


Penso que há profissionais Coachs jovens, ou sozinhas, que muito ganhariam em participar do meu curso "A jornada do profissional dedicado a Mentoria, Coaching, Terapias de Carreira e os estudos sobre como aumentar a eficácia dos resultado".


Estamos com déficit de educação altíssimo.


Sempre penso que o Coaching ensina quem quer aprender.


Coach são bem vindos para ajudar o Brasil a pensar, organizar, planejar, ser cúmplice, melhorar suas escolhas políticas, na empresa e frente ao Brasil.


Tenho a ousadia de dizer que estou no negócio de Humanidades.


Coach no de Educação.


Sei lá, que Deus ajude aqueles que buscam o bem.

Isabel Arias


Véspera do dia do aniversário do meu filho!

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