RH EM TEMPOS DE METODOLOGIAS ÁGEIS

Aprender as metodologias ágeis é uma coisa. Saber administrar um ambiente onde estas metodologias estão cada vez mais sendo usadas, é outra coisa. 


O RH tem a ver com qual coisa?

Com o conceito e a técnica ficando como responsabilidades dos masters em cada uma das metodologias, o ideal é o RH acompanhar e ajudar os masters.


Sabemos que estas metodologias nasceram há anos, depois da revolução industrial e vêm se aprimorando, tendo Stanford como a meca desta inovação no mundo e a ESPM, centro de Inovação, no Brasil.  


Stanford, ESPM e IDEO, tem feito todas as tentativas de distribuição de conhecimento possíveis. 

Cursos online, presenciais, dicas de melhores práticas, oficinas, e parece que tem surtido efeito.

No Brasil temos empresas como Hospital Albert Einstein, Prevent Sênior e muitas agências de publicidade e de eventos, sendo heavy users da jornada completa do Design Thinking ou de partes do processo, como Hackatons, Scrum, Kanbam, etc.


Estas metodologias transformam as relações de trabalho de forma significativa, uma vez que requerem participação de todos envolvidos logo no inicio do desenho da jornada. O jogo é outro.


A exata declaração dos desafios é feita com metodologia, ágil, claro. Depois vem as etapas interessantes e fundamentais das entrevistas em profundidade, do levantamento de problemas para apresentação de um produto ou serviço, e depois dos imprescindíveis ciclos de aprendizagem, e assim as Sprints começam a ser desenhadas, baseadas em necessidade, grau de dificuldade, etc.


Quando o RH entende este cenário, pode usufruir das mesmas metodologias, e também ajudar estrategicamente as áreas, buscando especialistas, envolvendo-se na aprendizagem e mais, no ritmo de decisões, do comprometimento e engajamento que a pratica destas metodologias exigem.


Tempos ágeis 


A tecnologia fez o tempo ganhar outra dimensão, um ritmo de voo livre.


A reflexão dos profissionais da área de RH, sobre este tema, é uma oportunidade de crescimento e entendimento destes novos tempos.


Buscar formação é de suma importância. Quando for dito na empresa que a cliente quer as métricas/analytics do Scrum, o RH deve compreender qual entrega é esperada de cada colaborador, porém, a sugestão é que o RH comece a partir de amanhã cedo, a prática da reunião Scrum Day, para se aproximar do ritmo geral.


Scrum é a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo. O livro do Jeff Shouterland, além de uma leitura interessante, é um romance e nos ensina o mindset da prática, por exemplo do Scrum Day uma reunião entre participantes de um projeto, feita preferencialmente em pé (não deve ter mais do 15 min), e a pauta é:


1. O que deveríamos ter feito ontem que não fizemos pelo projeto

2. O que de ontem deverá ser feito hoje

3. Qual a entrega de hoje?

4. Qual a entrega de amanhã?

5. Quais circunstâncias estão interferindo na entrega e quais podem vir a interferir.


A RESPONSABILIDADE POR “DESATAR OS NÓS” é de um Scrum Master ou de um dos participantes, que represente todos.


A ideia é fazer junto, tomar mais decisões durante o processo/jornada e evitar decepções e custos só no final do trabalho


Há sugestões de organogramas circulares e com novas e inovadoras funções/responsabilidades, todas facilitadoras da agilidade na tomada de decisão.


A tomada de decisão é voltada para identificar o menor investimento necessário e o Mínimo Produto Viável (MVP), por Sprint, por etapa. E ciclos de aprendizagem, pivotagem, melhorarias, testes e do encontro do produto que melhor tem fit com o mercado das necessidades.


Ok. Se os colaboradores, fornecedores devem trabalhar com metodologias ágeis, como o RH agrega valor?


  • Identificando as novas habilidades necessárias para serem compradas no mercado (recrutar) e exponenciadas na empresa. 

  • Fazendo a difusão rápida dos conceitos e aumentando a participação de todos.

  • Participando estrategicamente na formação de talentos


Para isso, o RH deve abrir mão do pequeno poder que a área, as vezes se apodera, e se juntar aos lideres, participar da estratégia de entregas e da gestão da operação de equipes ágeis.


O RH ‘tem que” ser empático, inovador, acelerador e estratégico, ou a empresa vai para um lado e o RH corre o risco de ficar preso a crenças e valores de décadas passadas.


Como SER assim? 


A abordagem da Comunicação Não Violenta (CNV) facilita o diálogo entre e com as áreas. A CNV traz engajamento, respeito e confiança, imprescindíveis para a evolução nestes tempos tão rápidos.


Agora é a hora do RH ser cada um em cada uma das atitudes, principalmente dos líderes. Em tempos de metodologias ágeis, é de precisão que o RH forme outros RHs, especialistas em outras áreas.


Sabemos que o envolvimento com as metodologias ágeis nos prepara para a nova onda, não conhecida totalmente agora. O que posso afirmar é que, se não passarmos por esta estação, se não aprendermos com ela, estaremos fadados a não fazer parte da próxima leva de profissionais inovadores.


Assim, deixo o convite: 


RH, vamos pensar com base na metodologia das startups, das abordagens Agile e vamos ter um papel de importância até agora mais desejado do que praticado?


Um abraço

Isabel Árias


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